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Beatbombers

BEATBOMBERS 1 © Aidan Kless

Agenda

Beatbombers

Kiay | Pombal
When: Sat March 24 - Sun March 25

Beatbombers

TBA | Lisboa
When: Sat May 12 - Sun May 13

Beatbombers

TBA | Zona Centro
When: Fri July 27 - Sat July 28

Beatbombers

TBA | Açores
When: Fri August 10 - Sat August 11

 

 

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Info (PT/EN)

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“Somos os Beatbombers”, dizem DJ Ride e Stereossauro em jeito de apresentação. “Somos a crew portuguesa que é campeã do mundo, giradisquistas hardcore, nerds das batidas capazes de rockar festas. Depois de mais de uma década de campeonatos, títulos mundiais e centenas de apresentações, este é o primeiro álbum completo que fazemos juntos”. E ouvindo esta viagem de 14 incríveis etapas é impossível não dizer que a espera valeu a pena. Valeu a pena sim e foi até desejável.

Foi em 2007, numa das faixas de Turntable Food, o álbum de estreia de DJ Ride, que os Beatbombers começaram por se mostrar: um monstro híbrido de duas cabeças e quatro mãos, cada um deles um produtor e um dj de excepção, juntos uma entidade maior do que a soma das partes, uma célula de avançada capacidade de produção de pressão rítmica, geradora de ruidoso ruído, daquele que se desprende das agulhas que arranham o vinil com ciência e precisão.

Nesta década, tudo aconteceu: os Beatbombers sagraram-se campeões do mundo da IDA por duas vezes, coleccionaram títulos e experiências de relevo em termos individuais e mantiveram-se na vanguarda dessa cada vez mais complexa arte do djing. E ao mesmo tempo que foram representando as cores nacionais no competitivo tabuleiro internacional, os Beatbombers nunca esqueceram as suas origens culturais e mantendo-se fieis à generosidade de vistas do hip hop nunca renegaram nenhum dos sons que lhes está no ADN: nem o fado, nem o rock nacional, nem o jazz ou a soul, nem o drum n’ bass ou as mais modernas declinações de graves que fazem as delícias dos clubes. Os Beatbombers simplesmente não sabem voltar a cara a um desafio.

E depois de terem assinado a primeira scratch tool impressa em vinil no nosso país, com Tuga Breaks, disco que tinha capa assinada por add Fuel to Fire (registo que até teve uma sequela, num segundo volume editado apenas digitalmente), em 2017 a dupla cumpre finalmente o seu desígnio e se estreia com um álbum que conta com arte de Vhils na capa: um som tão carregado de imagens exige sempre a vanguarda das artes plásticas para traduzir-se visualmente.

O álbum dos Beatbombers reflecte não apenas as vistas largas dos seus dois membros, mas também a sua vocação internacionalista, com as lendas dos pratos D-Styles e Kentaro a não fugirem à vénia em “Wind It Up” ou DJ Fakser que mostra o que sabe fazer em “The Professionals”. Mas há mais: MCs de excepção de diferentes escolas como Slow J (“Puristas”), Fuse (“Beatbombers Airlines”), Phoenix Rdc (“WhatTheF##K”), ou Maze (“20 Primaveras”) e produtores que exploram todas as nuances do espectro de graves como Razat (“Pursuit”), Holly (“20 Primaveras”) ou os Bass Brothers (“Real Shit). Há ainda participações a apontarem para mais direcções como Adilson Évora que surge em “Headliner”, os Supa Squad que trazem uma toada de moderno dancehall a “Takin Over” ou o jovem mestre da guitarra portuguesa Ricardo Gordo que enche de raízes o tema “Rising”.

“O que é um Dj?”, perguntam os Beatbomebrs na faixa que encerra o seu álbum de estreia. “É alguém que fica encarregue da música”, responde o sample. E é tão mais do que isso: alguém que rocka a pista, que arrisca e que inova, que entende os pratos e demais ferramentas periféricas como interfaces de criação e não como um final em si, alguém que, como um verdadeiro mestre de artes marciais, entende que esta é uma arte que nunca pode parar de ser estudada, porque todos os dias surgem novas técnicas, novos sons, novas ferramentas. Os Beatbombers deixam muito claro aqui que a sua arte nada deve aos mais avançados praticantes do género no plano global: partindo do hip hop, a linguagem personalizada que desenvolvem agarra no funk e no jazz, no drum n’ bass e no dubstep, e mistura tudo com uma atitude de verdadeiro experimentalismo no sentido em que a dupla nunca teme atirar-se para fora de pé, atrevendo-se a avançar por terrenos nunca antes navegados. É isso que faz os grandes. E os Beatbombers são enormes.

Texto: Rui Miguel Abreu

Audição Beatbombers – álbum:

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